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Eles ganham as prateleiras e a preferência dos consumidores brasileiros

Na seção de congelados de um supermercado de São Paulo, a dona de casa Regina Bastos fica em dúvida sobre qual iogurte levar. Sua indecisão não é por causa do sabor preferido. Na verdade, ela não sabe se compra a versão diet ou a light do produto.

 

Por orientação médica, há pelo menos oito anos ela evita a gordura em sua alimentação. Por isso, seu carrinho de compras costuma levar itens como leite desnatado e margarina light. Mesmo assim, ela se confunde quando questionada sobre qual produto é o mais indicado para sua saúde.

 

A especialista em nutrição clínica Karine Rabaioli, do Rio Grande do Sul, explica o significado dos termos. “Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), alimentos diets apresentam na sua composição quantidades insignificantes ou são isentos de algum nutriente como sódio, açúcar etc. Um bom exemplo é a geleia para dietas com restrição de açúcar.”

 

Já os lights são aqueles que trazem redução na quantidade de algum nutriente, como gordura ou valor energético, em pelo menos 25% quando comparado a um alimento convencional. “Por exemplo, iogurte com diminuição de 30% de gordura é considerado light”, completa Karine.

 

No caso de Regina, que tem de controlar os níveis de colesterol e triglicerídios, uma boa opção são os caldos da linha Vitalie da Knorr, que trazem 40% menos gordura em sua composição e têm 20% menos sal do que as sopas comuns. Podem ser encontradas nos sabores: Peito de Franco com Macarrão de Vegetais, Legumes com Macarrão de Vegetais e Carne com Macarrão de Vegetais.

 

Cuidado com as “armadilhas”

 

A consumidora Edna Santos preocupa-se com a pressão arterial e com o colesterol desde 2005. Quando vai se alimentar, prefere os produtos na versão light. A nutricionista Karine, no entanto, faz um alerta quanto a isso. “Na maioria das vezes, os alimentos lights têm redução de calorias, e os diets, isenção de algum componente”, explica.

 

Um bom exemplo de "armadilha", segundo Karine, é o chocolate diet. “Com a substituição do açúcar por adoçantes no momento de sua fabricação, a textura do alimento se modifica e os fabricantes acabam adicionando mais gordura para compensar. Isso faz com que o total de calorias fique semelhante ao do chocolate tradicional”, revela. Por isso, leia sempre os rótulos.

 

É o que costuma fazer a dona de casa Carolina Barbosa que, por iniciativa própria, busca algo menos calórico em sua alimentação há pelo menos dois anos. “Não tenho preferência por uma ou outra versão. Eu sempre procuro olhar a composição antes de decidir”, diz. Dessa forma, ela sabe o que está comprando. Que tal você também prestar mais atenção no que vai levar para casa, agora que já sabe a diferença entre light e diet?

 

Leia o rótulo antes de saber o que pode consumir para manter sua qualidade de vida
 

 

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