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No sul e em São Paulo estão os calçados mais cobiçados do Brasil

Você sabia que a grande maioria das lojas de calçados femininos tem pelo menos um modelo que vem de Jaú, no interior de São Paulo? A afirmação é do presidente do Sindicato da Indústria de Calçados da cidade, Giovanni Costa. Se isso é realmente verdade, que tal ir até lá (a 299 quilômetros da capital) e comprar direto na fonte? Até porque Costa garante: "O par chega a custar 20% a menos do que no varejo dos outros municípios.

 

Com 250 indústrias e 200 lojas de fábrica voltadas para o consumidor final, Jaú abastece o mercado interno brasileiro, produzindo 25 milhões de pares por ano. Há três shoppings que comercializam exclusivamente sapatos e sandálias: o Território dos Calçados, a Cia. do Calçado e o Shopping do Calçado. Falta de criatividade nos nomes? Talvez, mas pelo menos a cidade marca terreno quando se refere a  esse assunto.

 

Em compensação, criatividade é o que não falta quando se fala em modelos para a coleção outono/inverno. Costa adianta um pouco sobre o que será tendência: plataformas, saltos altos, botas em estilo variado e o peep toe (que tem uma discreta abertura nas pontas dos dedos). Os materiais serão rústicos, acamurçados, com texturas de animais como pelos de zebra e estampas de cobra. Os metais também terão destaque. Cores terrosas, azul, violeta e nude dão o tom das duas estações.

 

Homens em destaque

 

Ainda em São Paulo, na região nordeste do Estado, a 401 quilômetros da capital, está Franca, considerada a capital do calçado masculino. Conhecida pelo design e pela qualidade, tanto em âmbito nacional como internacional, sedia marcas consagradas como Ferracini, Democrata, Viccini e Sândalo. Porém, de uns tempos para cá, a cidade vem ganhando fama também com a produção para o público feminino. Carmen Steffens, Pulo do Gato, Marco Aurélio e Carolina Martori instalaram-se na região. Afinal de contas, quem compra sapatos masculinos, em boa parte das vezes, são as mulheres, não é mesmo?

 

O polo de Franca também é exportador, ainda que boa parte se destine ao consumo doméstico. No ano passado, 87,72% da produção total foi destinada ao mercadonacional. Isso significa que foram mais de 22 milhões de pares para as lojas nacionais. A maioria de produtos masculinos. O restante, ou 12,28%, o que equivale a pouco mais de 3 milhões de calçados, foi parar no exterior.

 

Como a cidade é tipicamente interiorana, fica fácil de circular e achar as melhores lojas para comprar. Vale dar uma conferida no Shopping do Calçado. Com mais de 30 mil metros quadrados e capacidade para comportar 500 veículos no seu estacionamento, tem 70 lojas voltadas para o público feminino, masculino e infantil. E também oferece mimos para os seus clientes — que são mais de 1 milhão por ano —, como serviço de táxi gratuito dos hoteis para o shopping.

 

Couro dita tendência

 

Mas é no friozinho gaúcho, mais precisamente no Vale dos Sinos, onde se encontra o maior polo calçadista do mundo, especializado em couro, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Suas indústrias exportam para mais de 140 países. A expertise dos trabalhadores ganhou tanta fama que hoje a China contrata os gaúchos para trabalhar em suas fábricas de calçados. Praticamente todas as 18 cidades do Vale estão envolvidas com o setor couro-calçadista.

 

Novo Hamburgo é uma das mais atuantes na região. Distante 40 quilômetros de Porto Alegre, tem clima agradável, é bonita — parece, na verdade, uma cidade europeia — e tem muita opção para quem quer comprar. Se estiver por lá, dê um pulo nas ruas Magalhães Calvet e Joaquim Nabuco. Há várias opções, especialmente para o segmento feminino. Afinal, que mulher não gosta de calçar um sapato bom, bonito e mais barato, já que é praticamente direto da fábrica?

 

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