Tratamento do melasma é contínuo
Quanto antes for diagnosticado, melhores são os resultados
Ao notar manchinhas acastanhadas no rosto, no braço ou nas áreas expostas à luz, não as ignore. Procure agendar o quanto antes uma consulta com seu dermatologista, porque o tempo é um fator que vai determinar se o tratamento ajudará a clarear o melasma. O problema é puramente estético. Não traz mais complicações à saúde, a não ser para a autoestima. Afinal, quem quer conviver com desagradáveis manchinhas na pele?
Além do tempo, outro fator importante é a profundidade do melasma, ou seja, em quantas camadas da sua pele ele está difundido. Existem três tipos: o epidérmico, que ocorre nas células da epiderme; o dérmico, mais profundo, na derme; e o misto, que atinge as duas camadas. Apenas um dermatologista pode identificar a extensão dessas manchas. Com o tratamento adequado, o epidérmico, mais superficial, pode clarear completamente, explica a dermatologista Carolina Ferolla, que possui clínica em São Paulo. Já o dérmico apresenta boa melhora, porém, não some totalmente. O misto, por sua vez, tem resultados positivos na parte epidérmica, mas deixa resquícios na derme.
Em geral, os tratamentos são à base de um conjunto de intervenções, como o uso contínuo de clareadores tópicos, ácidos (glicólico e retinoico, por exemplo), sessões de peelings e também de lasers (quatro a cinco), que devem ser aplicadas em intervalos, para que a pele descanse. "É preciso cautela, principalmente com o laser, porque alguns tipos de melasmas dérmicos pioram com essa técnica", ressalva a dermatologista Meire Brasil Parada, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Vale a pena insistir
O intervalo entre cada sessão deve ser determinado pelo médico, mas, em geral, a aplicação de ácidos, lasers e peelings pode ser feita semanalmente ou de 15 em 15 dias. Vale ressaltar que os procedimentos variam de caso a caso. Já os clareadores precisam ser usados diariamente. "O tratamento não tem prazo para terminar, por isso, precisa ter paciência", recomenda Carolina.
É que a célula mantém uma "memória" da mancha e, se for exposta a uma fonte de luz, sem qualquer tipo de proteção, pode voltar a produzir melanina em excesso, explica a esteticista Claudia Aparecida Costa, de São Paulo. Ela própria teve melasma. O problema apareceu pela primeira vez três anos atrás, quando surgiram pequenas manchinhas por causa do sol, e se agravou quando Claudia engravidou, devido às alterações hormonais típicas da gestação.
Depois de dar à luz, ela resolveu procurar uma dermatologista, que recomendou sessões de laser uma vez ao mês, além de peelings e da aplicação de ácido retinoico quinzenalmente. "Hoje, as manchas estão bem clarinhas", conta a esteticista, que passa bloqueador solar fator 35 duas vezes ao dia. "No verão, uso 40 para não me arriscar a conviver novamente com aquelas manchinhas."





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