Pele jovem e bonita
A técnica ameniza imperfeições e deixa o rosto com aspecto aveludado
Uma pele lisa e saudável é o sonho de qualquer mulher e homem que goste de se cuidar. Porém, a grande exposição ao sol, má alimentação, marcas provocadas por acnes, o próprio clima, além de diversos outros fatores, impedem a conquista desse efeito em várias pessoas. Na verdade, são poucas que têm o privilégio de ter uma pele, pelo menos do rosto, aveludada.
Mas nem tudo está perdido. Cada vez mais a medicina tem buscado “fontes da juventude” que melhoram, e muito, esses probleminhas como manchas de sol, envelhecimento e até mesmo cicatrizes. Entre os procedimentos mais procurados está o peeling, um tipo de esfoliação química, que ganhou adeptos de todas as idades e proporciona ótimos resultados, na maioria dos casos.
“O peeling consiste na aplicação tópica de determinadas substâncias químicas capazes de provocar reações que removem a pele em diferentes graus. Quanto mais profundo, mais eficaz, principalmente contra o fotoenvelhecimento [provocado pelo excesso de radiação ultra-violeta]”, explica a dermatologista Denise Steiner, doutora pela Universidade estadual de Campinas (Unicamp) e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A primeira vez que Daniela Quirino Perón, de 36 anos, procurou uma clínica de estética, não foi para rejuvenescer a pele, mas sim para amenizar cicatrizes nas mãos, causadas em um acidente de moto quando adolescente. Mas foi por causa do primeiro tratamento que ela passou a conhecer e gostar de procedimentos estéticos. “Nem imaginava que iria voltar outras vezes e não por causa das cicatrizes na minha mão, mas para cuidar do meu corpo e do meu rosto.”
Os tipos de peeling
Atualmente, existem três tipos de procedimentos: superficial, médio e profundo. O primeiro age na epiderme, a camada mais exposta da pele. É indicado para quem busca amenizar rugas leves, manchas de sol ou marquinhas causadas pela acne. O médio provoca a destruição dos tecidos, removendo parcialmente ou totalmente a epiderme, e é indicado para aqueles sinais do tempo mais moderados, cicatrizes superficiais e alguns casos de hiperpigmentação.
Já o profundo – e também mais agressivo – destrói totalmente a epiderme e atinge o nível da derme. Só deve ser diagnosticado para quem pretende reverter aquele envelhecimento severo da pele e para cicatrizes de acne. Neste último caso, o procedimento inclui internação de um dia e sedação leve. Nos outros, não é necessário.
Qualquer uma dessas intervenções pode ser realizada com segurança em qualquer tipo de pele e para qualquer idade. “Nas peles escuras, a preparação é um pouco maior, pois há mais possibilidade da descamação manchar o tecido”, explica Denise.
Se bem aplicado, o peeling pode promover resultados excepcionais, principalmente no fotoenvelhecimento. Porém, somente um especialista é capaz de indicar a quantidade de sessões, o melhor produto químico, na concentração adequada, e o tratamento ideal para cada caso. Para você ter uma ideia, em média, uma sessão da técnica superficial pode custar entre R$ 300 e R$ 1.500.
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