Versátil e elegante
Conheça a história de uma das peças chaves do guarda-roupa feminino: o pretinho básico
Nos anos 1920, a estilista francesa Coco Chanel revolucionou o vestuário feminino ao criar roupas como calças amplas e saias na altura dos joelhos. Em 1926, um modelo de vestido em forma de tubinho preto com sua assinatura foi divulgado na Vogue norte-americana e causou frisson imediato: era prático, chique e moderno.

Outras histórias
No fim dos anos 1940, o estilista Christian Dior propôs o New Look, estilo glamouroso à base de vestidos rodados. Mesmo assim, o pretinho básico imperou até o fim da década de 1960. No período, além de Audrey Hepburn, a imagem ícone desse hit da moda é Jacqueline Kennedy, que vestiu o modelo no funeral de John F. Kennedy, em 1963. Já na década de 1970, a cor preta foi deixada de lado, voltando com força total nos anos 1980. Uma imagem marcante é a do vestido rodado que a Princesa Diana usou em sua primeira aparição pública com o príncipe Charles, em 1981.
O que marcou os anos 1990 foram as formas simples e os tons neutros, que devolveram o vestido preto ao pedestal de elegância e sofisticação. Com o surgimento de tecidos tecnológicos, o modelo ganhou ares esportivos e se tornou ainda mais versátil.
Para os experts em moda, o vestido preto sempre será indispensável ao guarda roupa de uma mulher por várias razões. "É uma cor que não reflete a luz, mas a absorve, então faz a mulher parecer mais magra", destaca a professora de etiqueta do Senac Campinas, Ana Vaz. Já a autora de O Pretinho Básico (Editora Planeta), Nancy Macdonell Smith, sentencia: "Um vestido preto é simples o suficiente para aparecer sem esforço, mas elegante o bastante para que a mulher fique marcada como uma pessoa de bom gosto". Anotou a dica?

Fotos e montagem: Paulo Varella (modelo) e Carlos Cubi (stills)




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