O circuito das pedras
No Rio Grande do Sul dá para conhecer todas as etapas da preparação das joias
Já pensou em fazer uma viagem para conhecer um pouco das rotas de gemas e joias brasileiras e ainda comprar algumas a preços bem convidativos? Segundo o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), existem polos em Minas Gerais — como Teófilo Otoni e até mesmo na capital, em Belo Horizonte — e em alguns redutos no Ceará. Mas o circuito mais desenvolvido para receber turistas interessados em aventurar-se um pouco mais por esse universo é no Rio Grande do Sul.
São nove municípios — Porto Alegre, Estrela, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Soledade, Guaporé, Frederico Westphalen, Iraí e Ametista do Sul — voltados principalmente para a produção de ametista, ágata, calcita, citrino, cristal de rocha e selenita. Nesses locais, você pode acompanhar o dia de trabalho de um garimpeiro, visitar as minas, o local onde há extração das gemas, a lapidação e ver até como se faz o produto final, na forma de joias e artesanato em pedra.
China, Índia e Alemanha já compram esses produtos. “Muitas vezes essas pedras vão brutas para o exterior e voltam lapidadas custando até 20 vezes mais”, afirma o professor Henrique Carlos Fensterseifer. É por isso que estão surgindo centros tecnológicos para formar profissionais que possam lapidar esse produto in natura. Um deles é o que o professor coordena, o Centro Tecnológico de Pedras, Gemas e Joias do Centro Universitário Univates, em Lajeado, a 120 quilômetros da capital gaúcha.
A grande diferença desse reduto de pedras preciosas e semipreciosas em relação a polos extrativistas, como o que ocorreu com a extinta Serra Pelada, no Pará, é sua extração sustentável, sem agredir, portanto, o meio ambiente. Segundo o professor, há várias áreas que são usadas em comum acordo com os agricultores. Uma delas é em Ametista do Sul, onde há as maiores galerias brasileiras da pedra que dá origem ao nome da cidade. “Por isso, somos um dos locais mais organizados, pela visão do IBGM”, ressalta o especialista. Tente reservar uns dias nas suas férias para conhecer uma rota diferente e tão especial!
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ANA PAULA RAMOS ROTA
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